Protestos pra que te quero!

Sempre tive certeza que vivemos dias que o reflexo da falta de educação é nítido. E falo de educação escolar mesmo. E que a solução do problema  vai muito além do salário dos professores. Não é novidade que o governo tem consciência da situação e não faz absolutamente nada para mudar.

Adiantar protestar? Adiantaria se tivesse um motivo genuíno, que realmente buscasse a raíz de todos os problemas. Na minha opinião, a educação seria este motivo. Por que agora temos que protestar? Porque não soubemos escolher os governantes, tão pouco fazer valer nossos direitos, porque lá em outubro votamos de acordo com a nossa conveniência pessoal, sem pensar no coletivo.

Educação, que desenvolva cidadãos críticos, com capacidade de pensar, argumentar, não é o forte do ensino brasileiro como um todo.  Pipocam nas redes sociais incentivos de protestos, mas para que? Depois da primeira semana, não era por R$ 0,20 mais. Francamente, virou um ”Oba Oba”. E o governo sabendo a real situação do povo brasileiro, veio com essa piada de Plebiscito, um governo sem autoridade, que não sabe distinguir certo do errado, que não tem capacidade de tomar as decisões corretas e necessárias. Que para tirar o peso das costas, inventa moda.

E educação de qualidade, não é a minimização da média de aprovação, tão pouco a maximização de bolsas ou cotas. Se o governo não sabe o que é, importe ideias, modelos…

O que escrever?

Quando senti que precisava escrever um novo ‘post’, não fazia a mínima que assunto abordar. A dúvida, não era por escassez, muito pelo contrário, pela a quantidade de acontecimentos relevantes que me chamaram a atenção nestes dois meses e meio deste ano.

De um lado os fenômenos espaciais que desde minha infância, eram objeto da ficção científica, meteoros, cometas… Os flagras no céu da Rússia que poderiam dar conta de qualquer cena de filmes do gênero como “Independence Day”, “Um Dia Depois de Amanhã”, e por aí vai.

A corrupção que ainda assola esse país, onde infelizmente a maioria dos governantes não procura de fato o bem estar da população. A culpa, é nossa, que votamos por conveniência, não cobramos resultados… Por outro lado, uma população ignorante, que não tem educação de qualidade como o poderia fazer?

O possível confronto dos Estados Unidos e a Coréia, que ao afirmar ter armas atômicas, se tornou “inimigo do mundo”. Só os Estados Unidos as podem ter… E parece que a imparcial Organização das Nações Unidas aprova a ideia.

A seca que mais uma vez começou a demonstrar no “país tropical” que as obras super faturadas e mal planejadas do Rio São Francisco farão muita falta, lugares inabitáveis, onde nada se desenvolve, por não haver uma gota de água.

E o Bento XVI? Uma renúncia que não cola, pelas justificativas dadas, uma vez que o “cargo” é vitalício. Notícias pipocando por todos os lados demonstrando a política, jogo de interesses por trás da maior organização religiosa do mundo.

O tiro no pé da Apple que ao processar a Samsung, desgastou a própria imagem e começou a atestar que o processo  em si era uma justificativa para a falta de capacidade de inovar de fato, do iPhone 4 ao 5, as mudanças foram efêmeras.

Queria tanto falar muito de cada um destes pontos, mas estes já estão bem sabatinados e de certa forma não são surpresa.

Prometo, vou escrever mais seguido!

As inovações da Apple

Nunca o assuntos relativos a patentes foram tão populares…

Como estudante de Inovação, tive aulas específicas de proteção autoral, patentes, etc. Com exemplos práticos entre Apple, Samsung e outras gigantes da tecnologia. E permita-me, inovação não é somente a criação de algo até então inexistente, de forma incremental, pode ser a simples melhoria de algo que já existe, ou a aplicação de forma diferente, resultando em um bem ou serviço otimizado.

Há, obviamente muitas questões por trás dos direitos de patentes, muitas delas ridículas, registras e questionadas nos tribunais, como temos acompanhado entre Apple x Samsung.

Talvez, as principais causas para registros de patentes bizarras, como várias da Apple, seja a própria experiência da empresa nos tribunais, quem lembra do processo milionário em que o iPod foi alvo? Que resultou em uma indenização também milionária pelo design já concebido algumas décadas anteriores?

E o fato de que a origem de alguns produtos da Apple ter como base o design de vários produtos da Braun, empresa européia de eletrodomésticos, famosa nos anos 60 (!!!).

A origem de nomes de produtos, retirados do cinema, de ficções como “2001: Uma Odisséia no Espaço”, história confirmada pela própria Apple. E se Kubrik tivesse patenteado o nome “Pod”?

Voltando aos tribunais, conhecemos mesmo que superficialmente a cultura norte americana, extremamente capitalista e protecionista, no quesito mercado internacional, ao ponto de fazerem guerra por petróleo.

Podemos então acreditar que uma empresa coreana ganharia uma ação milionária contra uma empresa americana em sua terra natal? Por que em todos os outros tribunais internacionais em que a Apple processou a Samsung não obteve sucesso? Sendo que muitas patentes questionadas se referem a recursos de sistema, por que o processo não foi contra a Google, desenvolvedora do Android, também americana?

Platão dizia que quadrados, círculos e retângulos são do mundo de idéias. Hoje são da Apple!

Já tive iPhone e sei que não existem bons e maus nesta história, mas quem está matando a inovação? E nós perdemos quando não temos mais de uma opção. Até mesmo para os fãs da Apple, concorrência para produtos de fato melhores, para vocês terem um iPhone cada vez melhor… E não existe empresa perfeita e nenhuma delas será a mais valiosa do mundo para sempre, Microsoft, Coca-Cola, IBM,…

Patentear não é a solução, fazer produtos inovadores e melhores, acredito que sim… Existem vários contras para a Apple, como não ter fábricas próprias, poder de distribuição instantâneo, atendimento pré-venda, escândalos com trabalho em condições precárias… Tudo difere da empresa “cool” que é vendida pelo marketing da empresa.

Com isso, não pense que acredito que a Samsung seja a empresa perfeita… Apenas estou tentando levantar respostas para tanta besteira discutida em tribunal, além, claro dos interesses milionários por trás.

Tão pouco acredito que tudo possa ser copiado, acredito apenas que há necessidade bom senso do que deve ser realmente protegido como propriedade intelectual, e não a piada de retângulos…

E o que me deixa impressionado são alguns usuários de uma empresa ou de outra não “se aceitarem” ou “olharem torto” para outra pessoa que optou por outro produto. Veja só o ponto ridículo que chegamos…

Pare e pense, e se Henry Ford tivesse patenteado sua criação de quatro rodas?

A moda agora é ser ateu!

Pelo menos em várias redes sociais que uso, pipocam animações, “reflexões”, ilustrações… sobre o porque de ser ateu, como uma espécie de justificativa. O interessante seria se fossem de fato reflexões e que tentassem ao menos vislumbrar os dois lados…

No fundo, me entristece saber que as pessoas de certo modo dizem não acreditar em nada e ao que parecem tendem a ter necessidade de demonstrar isso para os outros, como uma auto afirmação de independência. E pior, a maioria destas pessoas por serem “letradas”, graduadas cientificamente, ou apenas o acharem que são, tomam como uma espécie de justificativa indireta o fato de “estarem” em um patamar superior e que, acreditar em algo de certa forma abstrato é popularesco e corriqueiro demais para alguém tão, especial.

O fato de ter estudado filosofia, fez com que eu tivesse essa inquietude despertada, para a vida e seu sentido. Hoje acho que, seria muito mais fácil, mais simples, “largar de mão”, simplesmente não acreditar em nada e viver a vida de forma própria, por minhas próprias regras. Só que isso é um paradoxo, uma falácia. O homem, não tem escolha, há a necessidade de ser de certa forma subjugado, embora os “letrados” acham que não são. Em última instância sempre somos submissos a alguém ou a alguma força externa, sejam os pais, chefe, governo, sol, chuva e a própria morte.

Também acho que a maioria dos ateus se decepcionaram com discursos de homens, que foram denominados por outros homens como pastores e padres, com imagens feitas por homens, com interpretações de homens, que são iguais a nós, sem diferença alguma. Concordo com todas essas afirmações, mas isso não é o suficiente para me tornar um incrédulo. Essa forma de viver que julgo ser muito mais fácil, cheia de atalhos e de certa forma inconseqüente é que me entristece, acho que ainda me importo, muito com os outros. Quando digo isso, não estou querendo trazer você para a minha religião (até porque não sigo uma), mas o simples fato de viver por viver me soa bastante vão.

O que me leva a ter certeza que existe algo superior é o funcionamento perfeito de tudo, sem intervenção humana, a fotossíntese de um vegetal qualquer, a rotação da Terra que não atrasa nunca, e a forma como tudo é administrado, “por conta própria”. Isso sem mencionar a vida humana e sua incrível racionalidade, capacidade de inventar e criar coisas que nenhum outro animal consegue. Esse tipo de coisa, me deixa em conflito com teorias como  o “big bang”, ou qualquer outra teoria de criação, que tenta me levar a crer que tudo surgiu assim perfeitinho “do nada”.

No final das contas, ter fé vai além de ter religião, acreditar no amor, que o parceiro te ama, acreditar no horóscopo do dia, acreditar na existência do ar… A questão é, até que ponto ser incrédulo é possível?

Sim, somos preconceituosos!

Partindo do pressuposto que somos impacientes, talvez preguiçosos, buscamos explicações rápidas e fáceis, sempre colocando-nos em um grau de superioridade, no qual obviamente inferioriza os demais, chegamos assim a estas conclusões precipitadas.

Essa forma de “pensar”, que na verdade não implica verdadeiramente pensamento algum, é o vício que nos conduz a conceitos prévios, pré-conceitos, os preconceitos, sem ter conhecimento acerca do assunto ou experiência própria.

Como Francis Bacon  já definia, o preconceito – um conceito que você já tem antes de experienciar algo – que influencia na sua observação ou conclusão. Ou seja, se você não viveu, não há de fato conceito, só “achismo”.

Infelizmente nosso raciocínio começa sempre por problemas, nunca pela observação. Falando de forma genérica, ficamos presos em nossos conceitos, nos recusamos a enxergar ou “aceitar” verdades que os contradigam. No extremo, justificam genocídios, homofobia, racismo, machismo, feminismo, regionalismos… E outro punhado de preconceitos velados por aí.

Nossa visão do mundo é sempre uma visão imersa em teoria, infelizmente.
E é um baita esforço não ser assim…

Por muitas vezes acabamos vivendo em um estado inerte, indolente, com princípios equivocados, que nos impede de viver além do nosso umbigo, nos colocando adormecidos.

Acabamos valorizando as pessoas depois que não estão mais disponíveis, entre nós, ou interessadas em nós, por termos perseguido uma vida aparentemente sem sentido, individualizados por buscas sem benefício algum, o eterno casamento entre o conformismo e consumismo, pelo simples motivo de sermos “diferentes”, na busca de sermos superiores de alguma forma.
A ânsia de sermos classificados dentro do “bom” preconceito.

Não sei se é possível ser diferente hoje em dia, mas acho importante rotineiramente se dar conta de que o mundo que vivemos na maior parte do tempo não é real e totalmente passageiro.

Pensando na vida…

Eu estava pensando na vida e posso concluir que ela não foi “feita”, nos concedida para ser pensada, caso tente fazer isso você enlouquece, sua mente fica num eterno looping… Por outro lado não me agrada viver de modo que eu tente me enganar e os caminhos são sempre sinuosos, vivemos almejando melhorar as condições de nossas vidas, seja moradia, comida, educação, vestuário… tudo isso para depois morrer e não levar nada disso.

No final das contas, você leva a vida que você leva… Nada mais. Simples assim!

Neste ponto pode-se pensar que irei falar que ir para alguma igreja é a solução… Muito pelo contrário, hoje estas instituições, de modo geral, infelizmente são tão corruptas quanto alguns partidos políticos. Chamo a maioria das igrejas de corruptas pelo nítido interesse em dízimos que dependendo do montante, pode possibilitar vista grossa à muita coisa, assim como a pregação por meio do medo, quando dizem que Deus é um carrasco, criando assim culpa nas pessoas, estas instituições são as que pregam o que é aprazível para sua situação, em suma desenvolvem um corpo de crentes julgador, mesmo havendo várias passagens da Bíblia que discorre que ninguém está apto para julgar ninguém, somente Deus tem a capacidade de sondar os corações, enquanto o homem só vê o exterior, nada mais! Em suma, pregam o que é fácil ser cumprido ou cobrado e omitem o restante… Porque nenhuma igreja busca os perdidos, como a Bíblia descreve ter sido feito por Jesus. Está claro que era estas pessoas eram as que Ele se importavam, não o quanto elas podem contribuir financeiramente… A posição de acusadoras por parte desta instituições é muito mais confortável. Penso que o número de fiéis se deve ao nível da educação que temos no país, que está muito abaixo do desejado, muitas pessoas humildes que acreditam neste conceito fragmentado se submetendo a eles.

Apesar de tudo porém, acredito piamente que Deus existe, se esse é o nome do criador não sei, mas que existe um criador supremo, tenho plena certeza. Sei também que ele é como o vento que a gente não pode ver, mas pode sentir. Assim, como este elemento da natureza passa sem percebermos no nosso dia a dia, sentir a presença de algo superior requer sensibilidade. E sei que em nenhuma parte da Bíblia é mencionada alguma divisão de igrejas por nomes (como Católica, Batista, Protestante, Evangélica…), como sendo algo correto, assim como não há menção a criação de santos, estátuas feitas pelas mãos do homem, muito pelo contrário, isto é uma das coisas claramente condenadas no Livro Sagrado. Convenhamos, toda Sua criação é muito perfeita para ter surgido do big bang. E me entristece saber que há pessoas, algumas muito próximas que não acreditam em absolutamente nada, que se enganam ser inteligentes, mais independentes por se dizerem descrentes de tudo. Ao contrário do que se acham ser, tenho pena… Embora muitas vezes vivi de forma como se não houvesse amanhã, como se o evento mais importante para mim fosse o novo celular, filme, disco a ser lançado, ou a próxima cerimônia do Grammy, apenas alguns exemplos… tento aos poucos mudar a direção da minha vida, existem tantas coisas que podem ser consideradas como menores ou menos importantes, mas que fazem muito mais sentido nesta passagem por aqui.

Mas meu objetivo não é ponderar sobre estas questões da criação, mas simplesmente considerar como a vida é realmente passageira e volátil. Nós ainda nos achamos no direito de tentar nos preocupar, modificá-la de curso assim como se muda o curso de um rio, entretanto a nossa preocupação tem participação efêmera nela. Sei de toda a teoria que como disse anteriormente, ela (a vida) não é para ser pensada, mas as vezes é inevitável… Por incrível que possa parecer, acho a música do Zeca Pagodinho uma verdadeira lição de vida, deixar a vida nos levar, talvez seja a forma mais agradável, com menos sofrimento de viver aqui os anos que nos são concedidos…

Ora, é sabido que não temos escolha nenhuma, se houvesse, não iríamos querer a vida desta forma, tão passageira, ao mesmo tempo tão cruel e moraz com a maioria. Alguns defendem a idéia que a vida é algo inacabado, descordo completamente, apenas acredito que é uma parte… não é o fim. As vezes ainda me desgasto com o que os outros falam, quando percebo que ainda não se deram conta de princípios básicos da vida, as pessoas sempre terão opiniões sobre minha vida, assim como eu com relação a delas, mas somente eu tenho o poder de mostrar o quão errada elas estão e já demonstrei várias vezes!

Há um vídeo que achei hoje no YouTube, que chama-se “Da Servidão Moderna”, há lá várias versões, legendadas, dubladas… muita coisa que penso, “casa” com o que está lá. Acho importante assistir estes vídeos (são em média 5 partes, dependendo da versão), não que tudo que é mostrado seja verdade absoluta… Para minha pessoa serviu como um ponto de equilíbrio.

Precisava falar sobre isso… é como me sinto.

Eu e o Facebook…

Há um certo tempo, ando indignado com o Facebook como um todo, além de seus problemas de privacidade, usuários sem um pingo de noção predominam – não, não há nenhuma indireta aqui. Tenho pensado sobre a possibiliade de cair fora da rede do “Sr.” Mark Zuckerberg.

Comecei a pensar em cada “amigo” e o que sei sobre eles. Há “amigos” e amigos e todos com certo acesso as minhas informações, por mais filtradas que estas sejam. Em suma, estranhos podem não ser tão estranhos… Tenho me sentindo mais alienado, você só curte, raramente há alguma crítica e é mais raro ainda alguém aceitar alguma crítica, embora a proposta da rede seja outra, conectar as pessoas. Você acaba não ligando mais para amigos, só vê o que eles mostram, manda mensagens é a superficialidade das relações! Talvez seja a melhor definição.

Ah,  minha intenção não é ser coerente textualmente, mas demonstrar meu sentimento a medida que vou lembrando do que mais me aterroriza.

Aí temos o ego dos usuários, que precisam ser “curtidos”, é quando começa o show de horrores; vale “copiar e colar”, fotos apelativas, correntes, parecer a pessoa mais feliz do mundo… Até dá para entender, quem é original, que não vende o que não é, não é curtido, pelo simples fato das pessoas não curtirem seu próprio “estado”, pessoas com sentimentos, assim todos tornam-se assentimentais e a rede vendedora de informações vira um passatempo, os grandes usuários acabam sendo os que tem o melhor visual físico, melhor domínio de Photoshop ou maior número de “amigos”.

Consequentemente, você acaba tentando se adequar aos padrões, tenta ser engraçado, tenta posar para a câmera, tenta demonstrar que tem uma vida maravilhosa fora da rede, mas inevitavelmente quanto mais você vive no Facebook, mais frio e superficial são seus relacionamentos. Falo com segurança do Facebook, porque nunca outra rede social, substituiu alguns tipos de laços.

A “conversa” cotidiana que o site traz, fotos “engraçadas”, fotos do lanche da tarde… não passam de lixo virtual.

É o MEU sentimento. Não me julguem.

Se vou continuar no Facebook, não sei, provavelmente não.

Busquei então entender o funcionamento por trás das boa ações gratuitas da rede que promete aproximar as pessoas. Por que o “curtir” é fundamental? O sistema por trás dos servidores da rede, processsa e cria um perfil de gostos para cada usuário, bem como divulga algo muito “curtido”. Estatisticamente tem informações de idade, gostos… que são fornecidas à empresas que querem vender! Ou seja, há uma identificação fácil de um público-alvo.

O link “curtir” parece apenas parte de um aparato externo e então superficial. A engenharia por trás (matemática, social, cultural…), parece ser “o ‘x’ da questão”. Muitos “curtem” determinado “amigo” porque ele também “curte”, assim o povo se curte e ficam neste círculo vicioso… esperando serem “curtidos” e curtirem algo para compartilharem.

Bom, se você leu até aqui, talvez você seja uma excessão.

Em nenhuma das postagens que fiz até hoje, com mais de duas linhas, teve algum comentário…

Se você não “curtir”, vou entender.

Assisti o filme “O óleo de Lorenzo”

O filme “O óleo de Lorenzo”, de 1992 é baseado em fatos reais, tendo como cerne uma família americana. A normalidade é findada quando o filho único do casal, então com 8 anos, começa a apresentar vários sintomas, inicialmente apresentando quadro agressivo na escola. Após exaustiva seqüência de exames e consultas, o menino, Lorenzo Odone é diagnosticado com uma doença rara, até então incurável, de caráter congênita e degenerativa, a adrenoleucodistrofia, comumente conhecida como “ADL”, causada por falhas no cromossomo X.

Diante do parecer médico de impossibilidade de cura e dos sintomas que ocorreriam no decorrer da curta sobrevida, culminando na morte certeira, seus pais, Michaela e Augusto Odone começam a pesquisar sobre a doença e suas ações no organismo humano. Enquanto isso, Lorenzo começa a apresentar os demais sintomas anteriormente diagnosticados, ficando surdo, mudo, cego, paralítico e incapaz de engolir até mesmo a própria saliva.

Buscando então entender como seu filho estava morrendo aos poucos, começam uma batalha ao perceber que grande parte dos médicos e pesquisadores não reconhecem as informações por eles levantadas, como resultado de inúmeras noites de pesquisa.

A pesquisa culminou na mistura de dois óleos, com certas substâncias isoladas que bloqueiam a ação da doença. Após conseguirem produzir o óleo comprovaram que realmente funciona, tendo o reconhecimento científico anos depois. O filme termina com a nova luta de tentar recuperar os movimentos do até então pequeno Lorenzo.

Um drama, que é uma lição de vida, nos conduz a reflexões de valores pessoais, prioridades, do valor de cada ser humano. Esta obra cinematográfica nos faz um relato de conhecimentos filosóficos, teológicos, científicos e populares.

O conflito entre o ser humano e a realidade da ciência, que independentemente da dedução humana se embasa na pesquisa científica que pode pendurar anos pois depende de vários interesses, como econômicos e científicos.

Acima de tudo o filme questiona a verdade arrogante titulada e o intelectualismo do mundo, a verdade totalmente desvinculado do humano; uma verdade que não mergulha no mar da humanidade, uma verdade desumanizada.

Desta mesma forma, todos os dias, milhares de pessoas são submetidas ao deus criado pela humanidade: o cientista. Com seu santuário localizado em prédios de modernos hospitais, universidades e laboratórios.

Este tipo de verdade se impõe devido à nossa cumplicidade. Quando procuramos um médico aceitamos sua verdade como legítima: suas palavras expressam a verdade científica. Como nós pobre ignorantes, podemos questioná-lo?

No filme “O óleo de Lorenzo” demonstra bem esta situação. Logo nas primeiras cenas um fato se destaca: o sofrimento ao qual a criança é submetida e as dificuldades da ciência em diagnosticar. A fala e verdade fria e científica do médico, ao informar o diagnóstico, contrasta com o desespero da família. Os pais questionam se há uma possibilidade, mesmo que remota de cura, o médico, responde, secamente: “Absoluta”, restando a resignação. Hoje, sabemos que Lorenzo, viveu até os 30 anos, faleceu em 2008, por problemas respiratórios sem ligação direta com a ADL.

O filme demonstra que em sua verdade arrogante, os guardiões do saber não admitem concorrência: demonstra a contradição entre a verdade tida como científica e a não reconhecida nos campus universitário. Os pais na luta para salvar o filho, tornam-se autodidatas, tornando-se rivais das verdades científicas que relutam em admitir os resultados obtidos fora do seu controle.

A resistência no entanto não é somente dos médicos; os demais pais, cujos filhos sofrem do mesmo mal, não aceitam outra verdade senão a que vem de dentro da academia. Negam legitimidamente a verdade não-diplomada. Como citado no próprio filme, a palavra “arrogante” vem do latim “arrogare”, que quer dizer “apropiar-se de”. E  de fato, o que o pai do menino faz é por seus próprios meios apropriar-se e modificar a verdade acerca do conhecimento científico.

“Então disse eu: Melhor é a sabedoria do que a força; todavia a sabedoria do pobre é desprezada, e as suas palavras não são ouvidas” (Eclesiastes 9:16)

Consultas Bibliográficas:

– Revista Veja. Edição 1918 – Auto-retrato: Augusto Odone. Editora Abril. 17/08/2005.

– WEBER. M. Ciência e Política: Duas Vocações. (1993) São Paulo: Cultrix.

Parabéns São Paulo!

Hoje é o aniversário da maior cidade do Brasil, 457 anos. Uma das cidades mais ricas do mundo e sem dúvida a com maior PIB do país. Nesta data tão “especial”, além dos parabéns por mais um ano, gostaria de pensar sobre o quão sustentável seu crescimento é, entra governo e sai governo e nada muda, pra melhor, claro!

O lado bom da cidade são as oportunidades e opções que oferece, incomparável a qualquer outra.

Vejo nitidamente a forma como São Paulo aceita, depende e se orgulha de ser misegenada, lá tem gente de todo canto do Brasil e do mundo. Por exemplo, ao contrário do Rio, nunca senti em São Paulo algum tipo de preconceito aos nordestinos, lá há consciência que eles foram fundamentais para a metrópole que é hoje. Pode parecer redundância, mas São Paulo tem os mesmos problemas estruturais de qualquer cidade do interior do nordeste, da Bahia por exemplo. Ambos cenários são similares pela falta de investimentos, embora um seja mais rico que o outro. Talvez isso explique a ausência de preconceito…

O contra senso é a falta de estrutura, que parece piada para o porte que a cidade tem. Não é novidade para ninguém que não pode chover na então terra da garoa, porque ninguém consegue sair do lugar. De carro esqueça, você não sai do lugar sem chuva também… Os dois aeroportos então são um show a parte, sucateados, cenas de acidentes pelo nítido caos aéreo que tomou conta de Congonhas, principalmente. E o ar cinzento da cidade? Devido as emissões descontrolada de poluentes pelas indústrias “responsáveis” pelo crescimento. A cidade é muito boa para se morar, desde que você não faça parte dos 30% da população que mora em favelas, cortiços e loteamentos clandestinos. Em São Paulo também temos o maior esgoto a céu aberto do mundo, o “Rio” Tietê.

Pensando bem, no final das contas acredito que quem merece os parabéns são os sobreviventes da selva, paulistanos “originais” ou não, meus parabéns por viver na cidade que São Paulo se tornou, uma cidade grande, com problemas maiores ainda! Vocês são guerreiros!

Récorde de empregos…

Hoje li uma matéria sobre uma “manobra” ou fraude, como preferir, praticada pelo Governo Federal, o caso resume-se basicamente  na antecipação de algumas informações da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), que seria divulgada apenas em maio, e acrescenta dados de contratações do serviço público e as informações atrasadas de celetistas. Sem os números antecipados, o resultado foi de criação de 2,136 milhões de vagas com carteira assinada.

Diferença considerável dos valores, de 2,524 milhões…

De acordo com o Ministério de Trabalho, para aprimorar as estatísticas do Caged e retratar com “maior fidedignidade e realidade o mercado de trabalho formal”, a partir desta divulgação será adotado o critério de acrescentar à liberação dos números os saldos de empregos obtidos a partir dessas declarações entregues fora do prazo. “Esse procedimento visa reduzir a distância entre os dados divulgados com base na Rais e aqueles oriundos do Caged”, justifica o Ministério em nota.

Acho admirável como o brasileiro é subserviente, subdesenvolvido, subeducado e tem espírito de vira-lata. É enganado abertamente e dá 80% de aprovação! Se enche de remédios para se acalmar, vive com um salário mísero e fala que é feliz e otimistas para as pesquisas.

Tenho certeza que alguns que lerem esse post aplaudirão qualquer falcatrua ou fraude feita pelo governo. É por isso que o Brasil é emergente somente no papel, no abstrato, no câmbio e na imaginação de alguns.

Quero ainda dizer que não sou da oposição, seja qual fosse o Presidente o cobraria da mesma forma, porque independente da “legenda”,  são todos farinha do mesmo saco e jamais fariam 1/3 do possível pelo povo. O que me revolta é a população que não quer ver, alegando que “sempre foi assim”, isso é justificativa? Tamanha conformação é reflexo dos anos de educação extraordinária que os sucessivos governos ofereceram a população.

Nunca se conforme, com o quer que seja e mudança sempre é algo benéfico, a não ser se você é um beneficiado pela “manobra”…