O legado de Obama

A medida que se aproximava a despedida de Obama da Casa Branca, a mídia brasileira começava a soltar matérias sobre o legado do então presidente dos Estados Unidos, a maioria dos links que abri enalteciam qualidades um tanto quanto abstratas e que muitas vezes se resumiam em um discurso, somente.

Em um primeiro, momento me senti de certa forma alienado sobre o “legado” divulgado pela imprensa, logo fiquei tranquilo, pois conforme minha pesquisa fluía, minha percepção prévia do que foi o governo de Obama se confirmava.

Ao contrário da propaganda eleitoral de Obama, os Estados Unidos não tornou-se um país diferente.

Se há algum legado positivo a ser notado e lembrado é a pacificação e retirada de tropas americanas de países conflituosos, além da captura de Osama Bin Laden. Gerencialmente os Estados Unidos estão numa bagunça generalizada, a caramadagem com imigrantes gerou impactos que feriram grande parte da população e seu “American Dream”, com recordes de desemprego.

Há o notório rombo financeiro, estimado em US$ 19.9 trilhões, quase R$ 65 trilhões, este é o tamanho da dívida pública (“Daily History Of The Debt,” U.S. Department Of Treasury, accessado em  23/12/16).

US$ 9.2 trilhões é o aumento da dívida desde que Obama tomou posse (“Daily History Of The Debt,” U.S. Department Of Treasury, accessado em 23/12/16).

Aumento de impostos em US$ 1 trilhão, que prejudicou principalmente pequenos negócios, para que fosse custeado o “ObamaCare” em uma década (“ObamaCare: Trillion Dollar Tax Hike That Hurts Small Businesses,” U.S. House Of Representatives Committee On Ways And Means, de 31/03/2016).

A dívida pública aumentou 87% desde que Obama assumiu (“Daily History Of The Debt,” U.S. Department Of Treasury, accessado em 23/12/16).

O déficit comercial americano apenas no último ano foi de US$ 750 bilhões (U.S. Census Bureau, 27/12/16).

O crescimento anual do déficit comercial dos Estados Unidos com a China tem sido de US$ 99 bilhões desde que Obama assumiu o cargo (“Trade In Goods With China,” U.S. Census Bureau, 27/12/16).

Os salários tiveram queda média por hora de US$ 0,19 muitos acreditam que favorecido pela imigração, ou seja, mão de obra mais barata (“State Of Working America Data Library,” Economic Policy Institute, acessado em 27/12/16).

Mais de 301.000 postos de trabalhos perdidos em fábricas durante o mandato de Obama (Bureau Of Labor Statistics, acessado em 02/12/16).

Redução em 5% no número de americanos que se identificam como “classe média” (Frank Newport, “Americans’ Identification As Middle Class Edges Back Up,” Gallup, 15/12/16).

Redução do número de proprietários de casa própria em 4% desde que Obama assumiu (“State Of Working America Data Library,” Economic Policy Institute, 27/12/16).

A pequena média de crescimento do PIB na era Obama, de 2%  (Larry Light, “Obama’s 8-Year Economic Legacy: A Mixed Bag,” CBS, 23/12/16).

O impacto econômico de US$ 870.3 bilhões para execução de todas as novas regulações e regras burocráticas criadas desde que Obama assumiu a presidência (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, 27/12/16).

2.998 novas regulamentações criadas por Obama no decorrer de seus mandatos (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, acessado em 27/12/16).

Estima-se que a população gastou em torno de 583 milhões de horas preenchendo documentos apenas para contemplar novas regulamentações criadas pelo governo Obama (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, 27/12/16).

Legislações ambientais que custaram US$ 344 bilhões na era Obama (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, acessado em 27/12/16).

As medidas de “energia limpa” tiveram o custo projetado de US$ 292 bilhões (H. Sterling Burnett, “Economic Analysis of Clean Power Plan Shows High Cost, Minimal Benefits,” The Heartland Institute, 02/12/15).

Devem ser fechados 280.000 postos de trabalhos com a nova legislação ambiental (“Economic Analysis Of Proposed Stream Protection Rule,” Ramboll Environ, 15/10).

Aumento dos custos de energia que variam entre 11~14% devido a regulamentação do “Clean Power Plan” criada por Obama (H. Sterling Burnett, “Economic Analysis of Clean Power Plan Shows High Cost, Minimal Benefits,” The Heartland Institute, 02/12/15).

Aumento de impostos em US$ 377 bilhões para manutenção do ObamaCare prejudicando a então classe média (Glenn Kessler, “Does ‘Obamacare’ Have $1 Trillion In Tax Hikes, Aimed At The Middle Class,” The Washington Post, 03/12/13).

2.3 milhões de americanos que no ano que vem só terão uma única opção de seguro de saúde no ano devido o ObamaCare (Cynthia Cox And Ashley Semanskee, Preliminary Date on Insurer Exits And Entrants In 2017 Affordable Care Act Marketplaces, Kaiser Family Foundation, 28/08/16).

41 estados americanos que tiveram aumento nas “franquias” dos seguros de saúde apenas em 2016 devido o ObamaCare (Nathan Nascimento, “The Latest Problem Under The Affordable Care Act: Deductibles,” The National Review, 12/04/16).

O aumento na dívida dos estudantes via crédito estudantil desde que Obama assumiu foi de US$ 690 Bilhões (“Student Loans Owned And Securitized, Outstanding,” Federal Reserve Bank Of St. Louis, 27/12/16).

O aumento em 98% do débito estudantil desde que Obama assumiu (“Student Loans Owned And Securitized, Outstanding,” Federal Reserve Bank Of St. Louis, 27/12/16).

A média de aumento dos custos nos cursos universitários públicos desde que Obama assumiu foi de US$ 8.390 (“Trends In College Pricing 2016,” The College Board, 26/10/16).

O aumento médio dos custos para alunos de universidades públicas na Era Obama, cresceu em 98% (“Trends In College Pricing 2016,” The College Board, 26/10/16).

O aumento na média dos custos para alunos de universidades privadas na Era Obama, aumento 23% (“Trends In College Pricing 2016,” The College Board, 26/10/16).

82.288 imigrantes ilegais criminosos soltos pela administração Obama apenas de 2013 a 2015. (Maria Sacchetti, “Criminal Immigrants Reoffend At High Rates Than ICE Has Suggested,” The Boston Globe, 04/06/16).

5.000 imigrantes ilegais a menos deportados no último ano pela administração Obama. (Rafael Bernal, “Deportations Under Obama Could Hit 10-Year Low,” The Hill, 31/08/16).

Obama pagou US$ 400 milhões ao Irã para a liberação de prisioneiros desse país patrocinador do terrorismo. (Elise Labott, Nicole Gaouette and Kevin Liptak, “US Sent Plane With $400 Million In Cash To Iran,” CNN, 04/08/16).

Dois milhões: O número de empregos que os EUA devem perder por conta do acordo Trans-Pacífico patrocinado e negociado por Obama (Robert E. Scott and Elizabeth Glass, “Trans-Pacific Partnership, Currency Manipulation, Trade, And Jobs,” Economic Policy Institute, 3/3/16).

Setecentos e dezessete “Deputados Estaduais” que o Partido Democrata perdeu pelo país desde que Obama assumiu. (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; “2016 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 06/12/16).

Duzentos e trinta e um “Senadores do Estado” [Nota: nos EUA, estados também tem duas casas] que o Partido Democrata perdeu na era Obama (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; “2016 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 06/12/16).

Sessenta e três cadeiras perdidas pelo Partido Democrata na Câmara na era Obama (Jennifer E. Manning, “Membership Of The 111th Congress: A Profile,” Congressional Research Service, 12/23/09; “House Election Results,” The New York Times, 19/12/16).

Perda de dezoito Assembléias Legislativas Estaduais que o Partido Democrata passou a controlar na era Obama (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; “2016 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 06/12/16).

Doze governadores a menos do Partido Democrata desde que Obama assumiu. (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; Jennifer Duffy, “Governors: 2017/2018 Race Ratings,” The Cook Political Report, 02/12/16).

Perda de 12 senadores que o Partido Democrata tinha no Senado desde que Obama assumiu. (Jennifer E. Manning, “Membership Of The 111th Congress: A Profile,” Congressional Research Service, 12/23/09; “House Election Results,” The New York Times, 19/12/16).

Queda de 4% de americanos que possuem casa própria desde que Obama assumiu o cargo. (“State Of Working America Data Library,” Economic Policy Institute, Accessed 12/27/16)

ZERO: O número de candidatos à Presidência que foram eleitos defendendo o legado de Obama. (The American People, 8/11/16).

Talvez esses motivos justifiquem ou apenas ajudem a entender a vitória de alguém como Trump, não há cantora pop ou atriz de Hollywood que tenha sentido na pele o efeito de um desses impactos da era Obama.

Acima de tudo Obama é uma ideia, de um “mundo melhor”, não para americanos do mundo real que estão endividados e desempregados, foi a estes que Trump soube se comunicar diretamente sem sentido figurado em defesa do “sonho americano”.

Já escrevi aqui o que acho sobre Trump, agora termino o que achei sobre Obama.

Anúncios

Quero boas conversas!

Não curto papo furado, frivolidades, conversa pequena.

Gosto de falar sobre átomos, morte, E.T’s, teorias de conspiração, sexo, magia, intelecto, o sentido da vida, Star Wars, as mentiras que contei, minhas falhas e aromas prediletos, da saudade da infância, o que tira o sono a noite, novas conexões, transformações, o infinito, música e seus pequenos detalhes, alegria na força, adquirida sobre o que passou, medos, inseguranças e políticos sem depender de nenhum deles.

Gosto de papos e de pessoas com profundidade, que fala com emoção de uma mente revirada no caos e consciente de luz.

Cada vez mais me distancia de conversas e padrões rotulados pela sociedade normativa como “normais”.

As diferenças da Direita e Esquerda

Atualmente temos ouvido se falar “esquerda” e “direita”, dentro do âmbito político brasileiro, mais do que nunca. Há ainda quem defina seu baseamento e crenças políticas, tendo como base exclusivamente estes vieses, muito antigos. Ainda hoje são aplicáveis? Representam a realidade na prática?

Essas ideologias sugiram no século 18, quando a então burguesia buscava minimizar os poderes do clero e da nobreza, com apoio da população mais pobre, na primeira etapa da Revolução Francesa. Já na Assembleia Nacional Constituinte, para se criar uma nova Constituição, os mais ricos não gostaram da interação dos mais pobres, preferindo assim não se misturar, separadas então no lado direito. Assim, o lado esquerdo foi ligado à luta pelos direitos dos trabalhadores, e o direito do conservadorismo e à elite.

Desta forma, dentro desta visão, a esquerda era presumida pela luta dos direitos dos trabalhadores e da população menos favorecida, participação de movimentos sociais e minorias. Já a direita seria representada por conservadorismo, comportamento tradicional, busca de perpetuação de poder e promoção do bem estar individual.

Com o tempo, ambas expressões foram utilizada em outros contextos;  como os partidários que se posicionam contra as ações do atual regime (oposição) seriam “de esquerda” e os defensores do governo em vigência (situação) seriam o lado “de direita”, independente dos partidos que estejam na oposição ou situação.

Filósofos contemporâneos acreditam que ambos lados realizam reformas, tendo como tênue diferença a busca pela promoção da justiça social pela esquerda, enquanto a direita lutaria pela liberdade individual.

Com a queda do Muro de Berlim, um novo cenário se abriu, com o extermínio da polarização URSS X EUA. Por isso hoje, ambas ideologias “esquerda” e “direita” parecem não cobrir a pluralidade política do século 21. Também não quer dizer que a divisão não faça sentido, talvez apenas queira dizer que “direita” e “esquerda” não tenham ideias fixas, para sempre, podendo definir ideais mutáveis de acordo com os tempos e situações.

Ambos em seus extremos, “esquerda” e “direita”, representam movimentos igualitários e autoritários, como comunismo e fascismo, respectivamente. A diversidade é tanta que minimizar conservadores, democratas cristãos, liberais, nacionalistas, social democratas, progressistas, socialistas democráticos e ambientalistas em direita e esquerda se torna uma árdua tarefa nos dias de hoje, ainda mais no Brasil.

Há ainda a posição de “centro”.

Esse pensamento na teoria consegue abraçar ideias do capitalismo e a preocupação com o social, além de maior tolerância e equilíbrio na sociedade. Podendo ainda estar mais alinhado com políticas de esquerda.

Tomar um posicionamento político apenas por meio do viés partidário, geralmente é uma armadilha cheia de estereótipos, já que esta visão binária não reflete a sociedade, suas contradições e complexidades. Não existe um ponto final comum de esquerda e direita, uma vez que existem várias esquerdas e direitas, associadas a uma grande gama de correntes políticas.

A dificuldade de se definir ou elencar tais diferenças talvez ainda sejam mais complexas no Brasil onde a particularidade da chamada “coalizão” consegue o milagre da unificação de elementos teoricamente tidos como diferentes, por meio de acordos partidários (geralmente para ocupar cargos no governo) e alianças (dificilmente em torno de ideias ou programas).

No final das contas, na prática, as diferenças teóricas servem somente para propaganda política.

Donald Trump

Candidato à presidência dos Estados Unidos, é mais do que um político apenas.

Ele é um alerta, um sinal de alarme, sua candidatura por si só, já mostra que a maioria silenciosa da América, a América dos imbecis, é uma grave ameaça ao mundo.

Trump atende ao desejo da insensatez, contra a racionalidade democrática, Trump é o que a América tem de pior; o amor à violência armada, o sentimento de excepcionalidade, de superioridade americana, branca, o imperialismo intervencionista, o ódio as diferenças, ódio aos imigrantes, ódio, só ódio!

A história comprova que o ódio pode ser fascinante, vide o inesquecível nazismo.

De certa forma, Trump é o castigo dos republicanos, desesperados com a exposição pública de suas ideologias reacionárias, ocultada sobre a aparência de conservadorismo. Trump é a caricatura dos republicanos.

Trump é o sintoma que agora quer bancar o moderado, com discurso mais ameno, mas sem exagero, é uma ameaça real à humanidade.
Pode incendiar com sua loucura todos os impasses da crise atual, com a lógica do machismo dos cowboys.

Trump deve ser o candidato preferido de Putin e Estado Islâmico, porque sabem que pode ser o “homem bomba” da América.

Quem é Dilma?

Há duas faces da presidente, que hoje passa pelo primeiro passo de seu impeachment; a votação na Câmara. Existe a imagem mitológica criada para a campanha eleitoral nunca antes divulgada (quando ministra), e a real, levantada por vários historiadores.

Para a campanha eleitorial; “energética, superguerrilheira, voluntariosa, nascida para comandar e conduzir, onisciente, que distribuía ordens e era respeitada por homens de alta periculosidade empenhados em derrubar a ditadura a bala, a coração valente”, hoje lendo esses adjetivos chega ser cômico, que resultaram na presidente mais ineficiente da história, incapaz de convergir e de fato governar.  Além do fracasso no âmbito público, pela história, tudo que Dilma conseguiu foi graças ao apoio de três homens: dois maridos e o ex presidente Lula. A biografia manipulada com o propósito de culto à personalidade, conforme prática de governos historicamente fascistas e/ou comunistas. Sua foto de sua ficha no Dops, estilizada no melhor estilo Andy Warhol, talvez na tentativa de construir um ícone como a foto famosa de Che Guevara, além da antonomásia “Coração Valente” copiada descaradamente da campanha da senadora alagoana Heloísa Helena.

Um dos guerrilheiros, Carlos Lamarca, no livro “Vultos da República” define Dilma como uma garota metida a intelectual. A grande conquista de Lamarca foi o roubo de quase 3 milhões do cofre da amante do governador paulista Ademar de Barros em 1969, que julgavam ser dinheiro do povo, tendo como desculpa a devolução da quantia para o povo, porém não há registro dessa devolução. Embora Dilma não tenha participado desta ação, chegou a comandar algumas, que talvez explique o fracasso, resultando em tantos militantes presos, inclusive ela mesma e o marido.

Em 1970 foi presa em São Paulo, na Operação Bandeirantes, com arma e documentos falsos. Porém não há relevância dela na história antes de 2000, o máximo que ocorreu foi em 1977 quando o Estado de S. Paulo publicou lista de 97 subversivos em que ela, Dilma, figura apenas como companheira de Carlos Araújo. Nenhum autor que escreveu sobre ditadura e os movimentos de esquerda tinha idéia de quem era ela. Nem mesmo no livro “Combate nas Trevas” de Jacob Gorender, que esteve preso com Dilma no mesmo presídio (Tiradentes) a mencionou. Quando a única testemunha de que tenha sofrido tortura seja ela mesma, uma pessoa que incluiu no currículo cursos jamais feitos, mestrado, doutorado na Unicamp, apagando a falsa graduação mais tarde do site da Casa Civil.

A própria Dilma, confessou não distinguir ficção de realidade, resumindo aqui em, “…você conta e se convence”.

Hoje crítica das delações da Operação Lava Jato, tudo indica que houve redução de sua pena em troca de alguns “companheiros”, como o seu amigo guerrilheiro Natael Custódio Barbosa, ao qual atraiu para um encontro que resultou em sua capturação pela polícia.

Já sobre a falida lojinha de “1,99”, particularmente achava que era estória, ficção pura, até que pesquisando encontro informações sobre sua existência que incluem a confirmação da própria presidente.

A história política começa quando, em 2003 para apaziguar os esquerdistas mais radicais da base aliada, o então recém eleito Lula nomeia Dilma para Minas e Energia, mesmo sem nenhuma experiência para o cargo, ou talvez por causa disso mesmo. Dois anos depois, José Dirceu renunciou a Casa Civil (Mensalão lembram?), quando Dilma assumiu seu posto.

A passagem por esses cargos deixou marcas que vão desde fábrica de dossiês fictícios contra José Serra, Alckmin e Ruth Cardoso, que viera a falecer alguns meses depois do dossiê contra ela, divulgado com o objetivo de amenizar a repercussão do escândalo dos cartões corporativos (já na era Lula), justo a Sra. Ruth reconhecida por grandes trabalhos sociais, até por mais ferrenhos opositores de seu esposo. E o conhecido temperamento peculiar, nada polido, educado e amigável, conforme o livro “O Lado B dos candidatos”.

Por fim, chego em Pasadena e a compra injustificável da usina lata velha, com a desculpa de que não conhecia as cláusulas de um contrato, que acabou obrigando a Petrobrás comprar o ferro velho, gerando perdas a empresa e aos acionistas. Ora, qualquer pessoa com conhecimento mediano sobre direito submeteria um contrato deste porte para uma análise jurídica.

Também não vou entrar no mérito dos recentes discursos da Presidente, que mal consegue se expressar quando falando por conta própria; mandioca, aborto, mulher sapiens, dentifrício…

Toda a história parece fazer sentido quando hoje, o Brasil tem 39 ministérios, muita gente (companheiros) para agradar e ineficiência generalizada.

Depois de campanhas nada democráticas, embora hoje o discurso de sobrevivência da presidente se fundamente nesse vago conceito que ela nunca respeitou, dados dossiês, ataques pessoais por meio de “anônimos” na internet, além das campanhas que tem até hoje seu financiamento questionado, chegamos ao impeachment.

No dia 07 de outubro de 2015, Dilma teve suas contas  rejeitadas unanimemente pelo TCU, deliberação que abriu caminho para um dos pedidos de impeachment mais bem fundamentados dos elaborados contra ela. Alguns dias depois, Eduardo Cunha, acuado por denúncias de corrupção, fez um pacto de mútua sobrevivência com o governo, rejeitando sucessivos pedidos de impeachment, 34 pedidos até aquele momento, em troca de apoio da governista para se manter no cargo. A bancada petista no entanto, violou esse acordo, dando continuidade ao processo contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética.

Em 02 de Dezembro de 2015, Eduardo Cunha acolheu o mais elaborado, fundamentado e complexo dos pedidos acumulados, que fora encaminhado por Hélio Bicudo, jurista, político e fundador do PT, isso mesmo, fundador do partido da presidente.

Superficialmente, essa é a história da Presidenta, que chegou ao poder sem nenhum histórico político, na base da indicação e sem saber se expressar. Poderia a situação atual ser diferente?

Agora 14 horas, prestes a começar a votação na Câmara.

O mundo real pelas redes sociais

Dentre tantas questões que acontecem na sociedade atual, há inúmeras opções, as quais as pessoas expressam suas ideias, opiniões e convicções em racionados caracteres, que tendem ser superficiais e pobres de argumentos, além de desfavorecer por comodidade a troca de conhecimento e convicções, como caminho de percepção do mundo do outro, permanecendo como foco o próprio umbigo.

Basicamente, as pessoas criam pra si uma comunidade pré estabelecida por sentimentos comuns. E no mundo on line a rede pertence ao usuários, seus amigos, seus seguidores, onde é possível gerenciar amizades, ao seu bom gosto, até mesmo controlar as pessoas com as quais você se relaciona.

Poderoso, o indivíduo se sente melhor, porque a solidão é a grande ameaça nesses tempos individualistas em que o ego é primordial, como sinalizador de uma falsa personalidade forte. Com toda essa facilidade de adicionar e excluir amigos, as habilidades sociais não são mais necessárias. Elas são desenvolvidas na rua, no trabalho, ao encontrar pessoas que precisamos ter razoável interação social, onde enfrentamos dificuldades de desenvolver diálogo e troca de ideias.

Além da supremacia social nas redes, essas podem ocasionar uma experiência mais superficial no mundo real, onde conviver, discutir ideias opostas não são vistas como algo prazeroso, proveitoso ou conveniente. A impaciência por não existir o imediatismo com que o poder on line permite de praticamente impor seus pensamentos, cabendo aos outros simplesmente curtir, porque qualquer discordância é sinônimo de inimizade, os impactos são mais amplos.

O real diálogo, que acrescenta, não é para falar com gente que pensa como nós.

As redes sociais, ao contrário do que se pensa, não ensina ninguém a conviver ou dialogar, porque é muito fácil evitar qualquer adversidade ou controvérsia. E dentro deste contexto, as pessoas, de uma forma geral não usam as redes para crescer, para ampliar horizontes, perceber outras realidades, mas ao contrário para se fechar em uma conveniente zona de conforto, onde o único som que ouvem é o eco de sua própria voz por meio de retuites, curtidas… além do reflexo de suas próprias idéias, ideais e comparativo com a vida alheia. Redes sociais podem ser muito úteis, oferecem muitos serviços, mas podem ser uma grande armadilha.

Limpando os olhos

Meu amigo leitor, perdoe-me pela demora deste post.
Jamais imaginei que haveria uma continuação do post anterior, ainda mais tão breve, me refiro a brevidade em retomar o mesmo assunto.

Eu relatei aqui nos primeiros dias de 2015 o que eu esperava quanto a relacionamentos em todas as esferas, e tive algumas descobertas interessantes, que podem até parecerem óbvias. Primeiramente, gostaria de esclarecer que no post anterior, não me referia apenas aos relacionamentos amorosos e sim todos possíveis.

Hoje vejo que todos os relacionamentos problemáticos, frustrados foram exclusivamente culpa minha!
Em última instância, a culpa sempre foi minha, seja por investir, quando já deveria ter desistido, por querer ter razão ao invés de ser feliz, por insistir em situações e pessoas erradas, por me deixar levar por pessoas, por levar problemas do dia a dia pra casa, enfim… sempre fui o culpado!

Na maioria das vezes, chegava em casa exausto, com os olhos poluídos, como se tudo que passou por eles os tivessem impregnado, em vez de parar, o que eu fazia? Revivia tudo novamente, seja internamente ou com quem estivesse por perto. Acabei por inúmeras vezes levando as perturbações de um mundo para outro, de uma relação para outra, inventando uma coerência inexistente, ligando eventos e pessoas independentes e consequentemente tomando decisões, ou não tomando, a partir desse caos. Como se meu corpo se deformasse em algum lugar e eu fosse torto para todos os outros.

Rotineiramente juntava várias oscilações de energia ou humor (o que você preferir chamar), em uma bola de neve e me auto diagnosticava de forma errada. O surgimento desses pensamentos ocasionados por sensações de correria, desânimo, ansiedade, pendência, acúmulo, seriedade, fracasso e até mesmo de sucesso, só surgiam porque era incapaz de soltar, incapaz de soltar histórias, lembranças, tensões corporais, visões estagnadas sobre os outros e meu próprio interior, lembranças compulsivas, ilusões mentais tomadas como realidade, sofrimento antecipado, expressões faciais, essas fixações de todo o tipo.

Não importa qual imagem surja, sempre limpo os olhos, de novo e de novo, uma vez que antes eu era como uma tela de cinema na qual todos os filmes ali repreoduzidos começam a se sobrepor, ou como um espelho que guarda o reflexo de tudo que reflete: depois de algum tempo, descobri que meus olhos estavam assim, não conseguia ver mais nada.

Tenho soltado o que acaba de acontecer, deixo que se vá, não remendo com outra coisa, quando faço isso, vejo que um novo ânimo surge. Comparo com aqueles momentos que estamos em uma palestra chata e ficamos sonolentos, mas logo ficamos dispostos quando percebemos que chegou no slide final, a sensação de conseguir largar, é exatamente essa.

É sempre possível começar, não preciso esperar o próximo ano, mês ou dia, segundos depois já é possível inaugurar a vida, hoje não preciso de uma crise para começar do zero.

O segredo? Apenas deixo os ombros cair, desobstruo a respiração, relaxo a mandíbula, sem pressa para o momento seguinte, com os olhos claros, vazios.

Assim, os relacionamentos têm sido totalmente diferentes, sem sobreposições, expectativas e comparações.