Quero boas conversas!

Não curto papo furado, frivolidades, conversa pequena.

Gosto de falar sobre átomos, morte, E.T’s, teorias de conspiração, sexo, magia, intelecto, o sentido da vida, Star Wars, as mentiras que contei, minhas falhas e aromas prediletos, da saudade da infância, o que tira o sono a noite, novas conexões, transformações, o infinito, música e seus pequenos detalhes, alegria na força, adquirida sobre o que passou, medos, inseguranças e políticos sem depender de nenhum deles.

Gosto de papos e de pessoas com profundidade, que fala com emoção de uma mente revirada no caos e consciente de luz.

Cada vez mais me distancia de conversas e padrões rotulados pela sociedade normativa como “normais”.

As diferenças da Direita e Esquerda

Atualmente temos ouvido se falar “esquerda” e “direita”, dentro do âmbito político brasileiro, mais do que nunca. Há ainda quem defina seu baseamento e crenças políticas, tendo como base exclusivamente estes vieses, muito antigos. Ainda hoje são aplicáveis? Representam a realidade na prática?

Essas ideologias sugiram no século 18, quando a então burguesia buscava minimizar os poderes do clero e da nobreza, com apoio da população mais pobre, na primeira etapa da Revolução Francesa. Já na Assembleia Nacional Constituinte, para se criar uma nova Constituição, os mais ricos não gostaram da interação dos mais pobres, preferindo assim não se misturar, separadas então no lado direito. Assim, o lado esquerdo foi ligado à luta pelos direitos dos trabalhadores, e o direito do conservadorismo e à elite.

Desta forma, dentro desta visão, a esquerda era presumida pela luta dos direitos dos trabalhadores e da população menos favorecida, participação de movimentos sociais e minorias. Já a direita seria representada por conservadorismo, comportamento tradicional, busca de perpetuação de poder e promoção do bem estar individual.

Com o tempo, ambas expressões foram utilizada em outros contextos;  como os partidários que se posicionam contra as ações do atual regime (oposição) seriam “de esquerda” e os defensores do governo em vigência (situação) seriam o lado “de direita”, independente dos partidos que estejam na oposição ou situação.

Filósofos contemporâneos acreditam que ambos lados realizam reformas, tendo como tênue diferença a busca pela promoção da justiça social pela esquerda, enquanto a direita lutaria pela liberdade individual.

Com a queda do Muro de Berlim, um novo cenário se abriu, com o extermínio da polarização URSS X EUA. Por isso hoje, ambas ideologias “esquerda” e “direita” parecem não cobrir a pluralidade política do século 21. Também não quer dizer que a divisão não faça sentido, talvez apenas queira dizer que “direita” e “esquerda” não tenham ideias fixas, para sempre, podendo definir ideais mutáveis de acordo com os tempos e situações.

Ambos em seus extremos, “esquerda” e “direita”, representam movimentos igualitários e autoritários, como comunismo e fascismo, respectivamente. A diversidade é tanta que minimizar conservadores, democratas cristãos, liberais, nacionalistas, social democratas, progressistas, socialistas democráticos e ambientalistas em direita e esquerda se torna uma árdua tarefa nos dias de hoje, ainda mais no Brasil.

Há ainda a posição de “centro”.

Esse pensamento na teoria consegue abraçar ideias do capitalismo e a preocupação com o social, além de maior tolerância e equilíbrio na sociedade. Podendo ainda estar mais alinhado com políticas de esquerda.

Tomar um posicionamento político apenas por meio do viés partidário, geralmente é uma armadilha cheia de estereótipos, já que esta visão binária não reflete a sociedade, suas contradições e complexidades. Não existe um ponto final comum de esquerda e direita, uma vez que existem várias esquerdas e direitas, associadas a uma grande gama de correntes políticas.

A dificuldade de se definir ou elencar tais diferenças talvez ainda sejam mais complexas no Brasil onde a particularidade da chamada “coalizão” consegue o milagre da unificação de elementos teoricamente tidos como diferentes, por meio de acordos partidários (geralmente para ocupar cargos no governo) e alianças (dificilmente em torno de ideias ou programas).

No final das contas, na prática, as diferenças teóricas servem somente para propaganda política.

Donald Trump

Candidato à presidência dos Estados Unidos, é mais do que um político apenas.

Ele é um alerta, um sinal de alarme, sua candidatura por si só, já mostra que a maioria silenciosa da América, a América dos imbecis, é uma grave ameaça ao mundo.

Trump atende ao desejo da insensatez, contra a racionalidade democrática, Trump é o que a América tem de pior; o amor à violência armada, o sentimento de excepcionalidade, de superioridade americana, branca, o imperialismo intervencionista, o ódio as diferenças, ódio aos imigrantes, ódio, só ódio!

A história comprova que o ódio pode ser fascinante, vide o inesquecível nazismo.

De certa forma, Trump é o castigo dos republicanos, desesperados com a exposição pública de suas ideologias reacionárias, ocultada sobre a aparência de conservadorismo. Trump é a caricatura dos republicanos.

Trump é o sintoma que agora quer bancar o moderado, com discurso mais ameno, mas sem exagero, é uma ameaça real à humanidade.
Pode incendiar com sua loucura todos os impasses da crise atual, com a lógica do machismo dos cowboys.

Trump deve ser o candidato preferido de Putin e Estado Islâmico, porque sabem que pode ser o “homem bomba” da América.

Quem é Dilma?

Há duas faces da presidente, que hoje passa pelo primeiro passo de seu impeachment; a votação na Câmara. Existe a imagem mitológica criada para a campanha eleitoral nunca antes divulgada (quando ministra), e a real, levantada por vários historiadores.

Para a campanha eleitorial; “energética, superguerrilheira, voluntariosa, nascida para comandar e conduzir, onisciente, que distribuía ordens e era respeitada por homens de alta periculosidade empenhados em derrubar a ditadura a bala, a coração valente”, hoje lendo esses adjetivos chega ser cômico, que resultaram na presidente mais ineficiente da história, incapaz de convergir e de fato governar.  Além do fracasso no âmbito público, pela história, tudo que Dilma conseguiu foi graças ao apoio de três homens: dois maridos e o ex presidente Lula. A biografia manipulada com o propósito de culto à personalidade, conforme prática de governos historicamente fascistas e/ou comunistas. Sua foto de sua ficha no Dops, estilizada no melhor estilo Andy Warhol, talvez na tentativa de construir um ícone como a foto famosa de Che Guevara, além da antonomásia “Coração Valente” copiada descaradamente da campanha da senadora alagoana Heloísa Helena.

Um dos guerrilheiros, Carlos Lamarca, no livro “Vultos da República” define Dilma como uma garota metida a intelectual. A grande conquista de Lamarca foi o roubo de quase 3 milhões do cofre da amante do governador paulista Ademar de Barros em 1969, que julgavam ser dinheiro do povo, tendo como desculpa a devolução da quantia para o povo, porém não há registro dessa devolução. Embora Dilma não tenha participado desta ação, chegou a comandar algumas, que talvez explique o fracasso, resultando em tantos militantes presos, inclusive ela mesma e o marido.

Em 1970 foi presa em São Paulo, na Operação Bandeirantes, com arma e documentos falsos. Porém não há relevância dela na história antes de 2000, o máximo que ocorreu foi em 1977 quando o Estado de S. Paulo publicou lista de 97 subversivos em que ela, Dilma, figura apenas como companheira de Carlos Araújo. Nenhum autor que escreveu sobre ditadura e os movimentos de esquerda tinha idéia de quem era ela. Nem mesmo no livro “Combate nas Trevas” de Jacob Gorender, que esteve preso com Dilma no mesmo presídio (Tiradentes) a mencionou. Quando a única testemunha de que tenha sofrido tortura seja ela mesma, uma pessoa que incluiu no currículo cursos jamais feitos, mestrado, doutorado na Unicamp, apagando a falsa graduação mais tarde do site da Casa Civil.

A própria Dilma, confessou não distinguir ficção de realidade, resumindo aqui em, “…você conta e se convence”.

Hoje crítica das delações da Operação Lava Jato, tudo indica que houve redução de sua pena em troca de alguns “companheiros”, como o seu amigo guerrilheiro Natael Custódio Barbosa, ao qual atraiu para um encontro que resultou em sua capturação pela polícia.

Já sobre a falida lojinha de “1,99”, particularmente achava que era estória, ficção pura, até que pesquisando encontro informações sobre sua existência que incluem a confirmação da própria presidente.

A história política começa quando, em 2003 para apaziguar os esquerdistas mais radicais da base aliada, o então recém eleito Lula nomeia Dilma para Minas e Energia, mesmo sem nenhuma experiência para o cargo, ou talvez por causa disso mesmo. Dois anos depois, José Dirceu renunciou a Casa Civil (Mensalão lembram?), quando Dilma assumiu seu posto.

A passagem por esses cargos deixou marcas que vão desde fábrica de dossiês fictícios contra José Serra, Alckmin e Ruth Cardoso, que viera a falecer alguns meses depois do dossiê contra ela, divulgado com o objetivo de amenizar a repercussão do escândalo dos cartões corporativos (já na era Lula), justo a Sra. Ruth reconhecida por grandes trabalhos sociais, até por mais ferrenhos opositores de seu esposo. E o conhecido temperamento peculiar, nada polido, educado e amigável, conforme o livro “O Lado B dos candidatos”.

Por fim, chego em Pasadena e a compra injustificável da usina lata velha, com a desculpa de que não conhecia as cláusulas de um contrato, que acabou obrigando a Petrobrás comprar o ferro velho, gerando perdas a empresa e aos acionistas. Ora, qualquer pessoa com conhecimento mediano sobre direito submeteria um contrato deste porte para uma análise jurídica.

Também não vou entrar no mérito dos recentes discursos da Presidente, que mal consegue se expressar quando falando por conta própria; mandioca, aborto, mulher sapiens, dentifrício…

Toda a história parece fazer sentido quando hoje, o Brasil tem 39 ministérios, muita gente (companheiros) para agradar e ineficiência generalizada.

Depois de campanhas nada democráticas, embora hoje o discurso de sobrevivência da presidente se fundamente nesse vago conceito que ela nunca respeitou, dados dossiês, ataques pessoais por meio de “anônimos” na internet, além das campanhas que tem até hoje seu financiamento questionado, chegamos ao impeachment.

No dia 07 de outubro de 2015, Dilma teve suas contas  rejeitadas unanimemente pelo TCU, deliberação que abriu caminho para um dos pedidos de impeachment mais bem fundamentados dos elaborados contra ela. Alguns dias depois, Eduardo Cunha, acuado por denúncias de corrupção, fez um pacto de mútua sobrevivência com o governo, rejeitando sucessivos pedidos de impeachment, 34 pedidos até aquele momento, em troca de apoio da governista para se manter no cargo. A bancada petista no entanto, violou esse acordo, dando continuidade ao processo contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética.

Em 02 de Dezembro de 2015, Eduardo Cunha acolheu o mais elaborado, fundamentado e complexo dos pedidos acumulados, que fora encaminhado por Hélio Bicudo, jurista, político e fundador do PT, isso mesmo, fundador do partido da presidente.

Superficialmente, essa é a história da Presidenta, que chegou ao poder sem nenhum histórico político, na base da indicação e sem saber se expressar. Poderia a situação atual ser diferente?

Agora 14 horas, prestes a começar a votação na Câmara.

O mundo real pelas redes sociais

Dentre tantas questões que acontecem na sociedade atual, há inúmeras opções, as quais as pessoas expressam suas ideias, opiniões e convicções em racionados caracteres, que tendem ser superficiais e pobres de argumentos, além de desfavorecer por comodidade a troca de conhecimento e convicções, como caminho de percepção do mundo do outro, permanecendo como foco o próprio umbigo.

Basicamente, as pessoas criam pra si uma comunidade pré estabelecida por sentimentos comuns. E no mundo on line a rede pertence ao usuários, seus amigos, seus seguidores, onde é possível gerenciar amizades, ao seu bom gosto, até mesmo controlar as pessoas com as quais você se relaciona.

Poderoso, o indivíduo se sente melhor, porque a solidão é a grande ameaça nesses tempos individualistas em que o ego é primordial, como sinalizador de uma falsa personalidade forte. Com toda essa facilidade de adicionar e excluir amigos, as habilidades sociais não são mais necessárias. Elas são desenvolvidas na rua, no trabalho, ao encontrar pessoas que precisamos ter razoável interação social, onde enfrentamos dificuldades de desenvolver diálogo e troca de ideias.

Além da supremacia social nas redes, essas podem ocasionar uma experiência mais superficial no mundo real, onde conviver, discutir ideias opostas não são vistas como algo prazeroso, proveitoso ou conveniente. A impaciência por não existir o imediatismo com que o poder on line permite de praticamente impor seus pensamentos, cabendo aos outros simplesmente curtir, porque qualquer discordância é sinônimo de inimizade, os impactos são mais amplos.

O real diálogo, que acrescenta, não é para falar com gente que pensa como nós.

As redes sociais, ao contrário do que se pensa, não ensina ninguém a conviver ou dialogar, porque é muito fácil evitar qualquer adversidade ou controvérsia. E dentro deste contexto, as pessoas, de uma forma geral não usam as redes para crescer, para ampliar horizontes, perceber outras realidades, mas ao contrário para se fechar em uma conveniente zona de conforto, onde o único som que ouvem é o eco de sua própria voz por meio de retuites, curtidas… além do reflexo de suas próprias idéias, ideais e comparativo com a vida alheia. Redes sociais podem ser muito úteis, oferecem muitos serviços, mas podem ser uma grande armadilha.

Limpando os olhos

Meu amigo leitor, perdoe-me pela demora deste post.
Jamais imaginei que haveria uma continuação do post anterior, ainda mais tão breve, me refiro a brevidade em retomar o mesmo assunto.

Eu relatei aqui nos primeiros dias de 2015 o que eu esperava quanto a relacionamentos em todas as esferas, e tive algumas descobertas interessantes, que podem até parecerem óbvias. Primeiramente, gostaria de esclarecer que no post anterior, não me referia apenas aos relacionamentos amorosos e sim todos possíveis.

Hoje vejo que todos os relacionamentos problemáticos, frustrados foram exclusivamente culpa minha!
Em última instância, a culpa sempre foi minha, seja por investir, quando já deveria ter desistido, por querer ter razão ao invés de ser feliz, por insistir em situações e pessoas erradas, por me deixar levar por pessoas, por levar problemas do dia a dia pra casa, enfim… sempre fui o culpado!

Na maioria das vezes, chegava em casa exausto, com os olhos poluídos, como se tudo que passou por eles os tivessem impregnado, em vez de parar, o que eu fazia? Revivia tudo novamente, seja internamente ou com quem estivesse por perto. Acabei por inúmeras vezes levando as perturbações de um mundo para outro, de uma relação para outra, inventando uma coerência inexistente, ligando eventos e pessoas independentes e consequentemente tomando decisões, ou não tomando, a partir desse caos. Como se meu corpo se deformasse em algum lugar e eu fosse torto para todos os outros.

Rotineiramente juntava várias oscilações de energia ou humor (o que você preferir chamar), em uma bola de neve e me auto diagnosticava de forma errada. O surgimento desses pensamentos ocasionados por sensações de correria, desânimo, ansiedade, pendência, acúmulo, seriedade, fracasso e até mesmo de sucesso, só surgiam porque era incapaz de soltar, incapaz de soltar histórias, lembranças, tensões corporais, visões estagnadas sobre os outros e meu próprio interior, lembranças compulsivas, ilusões mentais tomadas como realidade, sofrimento antecipado, expressões faciais, essas fixações de todo o tipo.

Não importa qual imagem surja, sempre limpo os olhos, de novo e de novo, uma vez que antes eu era como uma tela de cinema na qual todos os filmes ali repreoduzidos começam a se sobrepor, ou como um espelho que guarda o reflexo de tudo que reflete: depois de algum tempo, descobri que meus olhos estavam assim, não conseguia ver mais nada.

Tenho soltado o que acaba de acontecer, deixo que se vá, não remendo com outra coisa, quando faço isso, vejo que um novo ânimo surge. Comparo com aqueles momentos que estamos em uma palestra chata e ficamos sonolentos, mas logo ficamos dispostos quando percebemos que chegou no slide final, a sensação de conseguir largar, é exatamente essa.

É sempre possível começar, não preciso esperar o próximo ano, mês ou dia, segundos depois já é possível inaugurar a vida, hoje não preciso de uma crise para começar do zero.

O segredo? Apenas deixo os ombros cair, desobstruo a respiração, relaxo a mandíbula, sem pressa para o momento seguinte, com os olhos claros, vazios.

Assim, os relacionamentos têm sido totalmente diferentes, sem sobreposições, expectativas e comparações.

Relacionamentos superficiais

O que espero de 2015 é além de coragem para mudança, ter relacionamentos verdadeiros, relacionamentos de todas as instâncias. Na verdade acho que o maior erro tem sido meu, ao esperar que as pessoas sejam como eu imaginei ou como criei expectativa que fossem.

Talvez meu maior desafio seja aprender a conviver com essa relativa solidão “amorosa”, que a maioria de nós está destinado. Por não me encaixar em alguns padrões, além do fato das pessoas de uma forma geral não conseguirem abrir mão de uma série de coisas em prol de uma vida a dois.

Hoje me tornei mais incrédulo, assim não me considero a melhor pessoa para dar opinião, decidi não buscar e não esperar por algo que cada dia está mais escasso na sociedade, até mesmo na própria sociedade “normativa”.

Preciso me conscientizar  que nos dias atuais a carne fala mais alto, é mais valorizada que quaisquer laços que as pessoas possam construir, como compartilhar conquistas, superações e alegrias. Parece que tudo isso se perdeu! Desculpe minha franqueza, mas hoje, depois de algumas tentativas de relacionamentos frustradas por motivos banais, não sei no que acreditar, mas sei claramente no que desacreditar.

Só tento aprender e espero mudar minha atitude pra reconhecer e dar valor a alguém que realmente queira crescer e compartilhar o bom da vida comigo.
Feliz 2015!

Adeus vovó!

Um ano atrás aproximadamente nós nos vimos e saber que hoje você se foi, me trouxe sensações que por ingenuidade achei que tinha vencido.

Um ano atrás, ver uma pessoa tão amada sofrendo, me trouxe tantos sentimentos ao mesmo tempo, de tristeza, de injustiça, de compaixão, de arrependimento, de culpa… ao ponto de me deixar literalmente sem chão.

A pessoa que você sempre foi, desprovida de qualquer preconceito e indiferença, me faz ter um ótimo exemplo de como encarar a vida.

Uma das lições mais simples, que nunca esqueço, sempre lembro, foi a de que quando me servisse de alguma refeição, o fizesse sempre pelo mesmo lado, ou sempre pelo lado que já tivesse sido utilizado.

Confesso que me sinto lisonjeado, por ter sido aquele neto conhecido pela família inteira, por ter feito quando bebê xixi na sua cara, me desculpa? Foi sem querer, foi mais forte que eu! Naquela época, acho que eu não conseguia segurar…

Ou quando adolescente que fingi passar um trote, falando besteira, acho que foi uma cantada, e ouvi a senhora me mandar pra “puta que pariu”! Como esquecer disso?

É tão difícil dizer adeus, queria tanto poder lhe pedir desculpas por não ter tido a oportunidade de ir visita-la mais vezes.
Parece que foi ontem que estávamos sentados juntos, no mesmo ambiente, me disse o quão orgulhosa estava e falou para suas visitas que eu tinha puxado a sua beleza.

Queria poder te abraçar mais uma vez, acho que afastaria toda a dor, agradeceria por tudo o que fez, não há nada que eu não faria para ouvir tua voz de novo.

Hoje me sinto destruído por dentro, mas não admitiria, queria apenas me esconder, é tão difícil dizer adeus quando chega a hora.

Só não desisto, porque sei que não sentiria orgulho nenhum dessa attitude.

Obrigado, por tudo! 😥

Você!

Tenho algo para dizer: enfim, livre!

E sentir-se assim é tão estranho em alguns momentos… Olhar pro lado e ver que não tenho nada que me prende, que nada mais me segura pra voar baixo. Por fim, acredito na expressão “estou feliz” e  consigo pronunciá-la saboreando!

Tudo me levou a pensar que seria impossível, sentir-se bem,  e que sentir-se feliz, que nunca seria completo se eu não tivesse alguém. Posso contar uma coisa? Me deixei enganar, estou bem e você, não faz falta! Na verdade, acho que nunca de fato fez! Nunca pensei em escrever algo assim libertador, talvez pelas amarras que a sociedade atual nos impõe, este post falando sobre outra coisa além de você, mas o “você”, hoje, sou eu.

O post é sobre minha felicidade, o “você” não faz parte disso, perdeu a forma, a cor, o nome e a mim.

Me escondi por muito tempo por vários motivos, chorei até não ter mais lágrimas, por fim, simplesmente cansei. Minha vida agora tem vida, eu tenho vida! Acabou a empatia por músicas melancólicas, pra alguém que não se importava e ainda zombava.

Estou vivendo tudo tão intensamente, compensando todos esses anos de vida e sem ninguém do meu lado, ninguém me dizendo o que fazer, nem pai, nem mãe, nem você. Estou vivendo cada segundo, sorrindo com a boca cheia de alegria e não para disfarçar o que eu tenho sentido, porque não tem mais o que disfarçar, muito pelo contrário, quero mostrar pra todos que sou feliz.

Quero que vejam a mudança que eu sofri… E claro, mudar me fez sofrer e crescer.

Em um amontoado de situações e de pessoas, que se foram e chegaram eu me encontrei, antes, encolhido em um canto sujo e empoeirado, lá estava eu, enquanto a vida toda passava pela janela.

Descobri que era burrice, sabe? Essa parada de sempre procurar um motivo pra ficar triste, de se colocar em segundo plano e esperar que a vida por si só traga algo novo, alegre, emocionante… Eu descobri que a tal felicidade da gente só depende da gente, embora redudante, na prática é muito complexo, principalmente quando não se usa de nenhum outro artifício, como remédios, bebidas, drogas etc. Descobri que não preciso de companhia pra me sentir bem e que se sentir bem é um estado de espírito, literalmente!

Não existe receita, ou fórmula para isto. Confesso que descobri também que não sei ser feliz, pode?! Eu não sei acordar e não ter aquela incerteza no peito, eu não sei prostrar a cabeça no travesseiro e pensar se fui feliz no dia que findou-se, em compensação, estou descobrindo como é acordar, e pensar, dizer interiormente “hoje o dia está lindo e eu não tenho ninguém”.

E isso não é ruim, muito menos triste! Porque o fato de não ter ninguém é muito melhor do que viver triste por alguém que te diminui, consome, é muito melhor do que ter alguém incerto, inseguro e que te machuca rotineiramente.

Sabe, nunca tinha visto o mundo dessa forma, nunca tinha nem sequer imaginado um mundo sem dor.

Pois se por acaso você quer saber, hoje sou indolor e tem sido maravilhoso. Não há mais motivos pra ficar triste e isso é grandioso, eu sinto tudo e o tudo não me sufoca, o tudo faz parte da vida! Sei que falar de amor ficaria muito mais bonito e muito melhor, mas escrever sobre o oposto é muito mais desafiador, sobre como estive triste e como a minha vida esteve ruim.

Me dei conta que não consigo me aprofundar na tristeza que você me causou, porque eu não te amava tanto assim, na verdade tudo o que senti e passei, teria que passar de qualquer forma e você, foi só um personagem…

Moço, perdão mas essa tristeza não me pertence não. Deve ser de outra pessoa, a minha está em uma lata de lixo, dentro de uma caixa escrito “Você e tantos outros”.

Protestos pra que te quero!

Sempre tive certeza que vivemos dias que o reflexo da falta de educação é nítido. E falo de educação escolar mesmo. E que a solução do problema  vai muito além do salário dos professores. Não é novidade que o governo tem consciência da situação e não faz absolutamente nada para mudar.

Adiantar protestar? Adiantaria se tivesse um motivo genuíno, que realmente buscasse a raíz de todos os problemas. Na minha opinião, a educação seria este motivo. Por que agora temos que protestar? Porque não soubemos escolher os governantes, tão pouco fazer valer nossos direitos, porque lá em outubro votamos de acordo com a nossa conveniência pessoal, sem pensar no coletivo.

Educação, que desenvolva cidadãos críticos, com capacidade de pensar, argumentar, não é o forte do ensino brasileiro como um todo.  Pipocam nas redes sociais incentivos de protestos, mas para que? Depois da primeira semana, não era por R$ 0,20 mais. Francamente, virou um ”Oba Oba”. E o governo sabendo a real situação do povo brasileiro, veio com essa piada de Plebiscito, um governo sem autoridade, que não sabe distinguir certo do errado, que não tem capacidade de tomar as decisões corretas e necessárias. Que para tirar o peso das costas, inventa moda.

E educação de qualidade, não é a minimização da média de aprovação, tão pouco a maximização de bolsas ou cotas. Se o governo não sabe o que é, importe ideias, modelos…