Os protestos no Globo de Ouro e na França

        De cara, quero dizer que acho magnífico existirem duas expressões sobre o assédio que mulheres têm sofrido, as últimas expressões antagônicas foram: as atrizes no Globo de Ouro, contra os violentadores, estupradores (não contra os homens) e a manifestação francesa, talvez liderada por Catherine Deneuve, que também serve de alerta para não esquecermos que há muitas “cores” para esta temática. Claro que nenhum de nós pode aceitar a violência, simbólica ou física.

            Vale a pena salientar que o manifesto francês em nenhum momento desqualificou o que ocorreu no Globo de Ouro, apenas diz que a questão é muito complexa para que seja olhada somente de um lado, neste sentido essa é uma conversa muito boa para ser pensada. O filósofo Tom Regan disse certa vez que: “Quem exagera o argumento, prejudica a causa”. Por isso o manifesto que surgiu na França é extremamente válido.

            Claro que há um peso maior no protesto ocorrido dentro do Globo de Ouro, neste momento que tantas mulheres sofreram este tipo de situação. No entanto, não desqualifico o que se fez na França, que em nenhum momento defendeu o assédio, o que faz é dar uma gradação menos agressiva ao que chamamos de “paquera”. Expressão por sinal, de origem muito machista; homens que permaneciam na beira do rio esperando uma paca para então caçá-la.

            Então a manifestação de Hollywood nos serve como alerta para que não fechemos os olhos para o que tem acontecido, algo que é cruel e criminoso. Mas também não esqueçamos de palavras que estão no manifesto francês, que chamam nossa atenção para que não se descambe para um movimento percussionista, no sentido de chamar a atenção, fazer barulho, acabando com um dos modos de presença humana.

            Curiosamente a arte francesa, em especial o cinema francês é visto como mais licencioso, enquanto a perspectiva norte americana mais puritana, justificada pela origem do país. Tanto que se usa em inglês, a expressão “beijo francês” para se definir um beijo mais sensual. Particularmente gosto muito desse tipo de discussão que nos tira da zona de conforto. Se estou no lado de Oprah ou de Catherine? Quero estar no lado do bom senso e com isso não pensem que estou em cima do muro, onde não estou, tão pouco estou relativizando assédio, apenas comparo as últimas retóricas que causaram amor e ódio na última semana.

            Há ainda pessoas que se dizem com receio de se aproximar de outras pessoas, depois dessas denúncias e protestos tão ferrenhos que por momentos despertam nas pessoas o sentimento de uma guerra dos sexos, ao invés da causa em questão. Acredito que em todo período transicional, como este que vivemos, exige cautela, um terreno nebuloso visto que não temos toda a clareza para definir o comportamento ideal, ou aceitável, por isso defendo o bom senso.

           Por exemplo, com o surgimento das redes sociais surgiram em todo o canto manuais de boas maneiras neste universo, como deveríamos agir, até mesmo digitar, usar ou não letras maiúsculas etc. Hoje essa questão já não é debatida, foi superada. Agora a discussão é sobre nossa conduta na convivência com modos da nossa sexualidade. Essa é uma fase de passagem, até que seja construído novos territórios.

             Vejo assédio como um desejo de poder, no sentido de cercar alguém, sufocar alguém, o que é diferente de paquerar, a qual necessita de reciprocidade para progredir. O assédio é o desejo de usar um poder, ou o desejo de ter o poder sobre alguém, independente de o assédio ser sexual ou não. No entanto, quem precisa recorrer ao assédio para convencer alguém, atesta uma demonstração de fraqueza ao invés de poder. Ou seja, para conseguir os objetivos que não conseguiu por méritos próprios, o assediador recorre a outros recursos, estes psicológicos, emocionais, financeiros, etc. Um atestado de falta de competência, habilidade e inteligência.

               Nessa hora o assédio tem que ser recusado de maneira intensa e extensa, esse tipo de debate é extremamente necessário, para construir um novo “Marco Civil”. Como diria Guimarães Rosa, “não convém fazer escândalo de começo”.

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Deseja um próspero Ano Novo?

Nenhum ponteiro marcando meia noite transforma desejos em realidade.

Nenhuma queima de fogos promete um futuro iluminado.

Nenhum novo ano garante nova vida.

Se o coração deseja mudanças é preciso fazer trocas que vão além de datas.

É preciso enjeitar medos e assumir desafios.

Driblar velhas práticas e aventurar-se em novos voos.

Deixar de ansiar passivamente que os meses pósteros surpreendam para surpreender a si mesmo.

Acreditar e prosseguir.

Sonhar e decidir-se.

Se o coração realmente almeja um novo tempo é tempo de fazer acontecer.

Desejo a você coragem e tempestividade!

O custo da liberdade

O custo da liberdade que me refiro aqui não é àquele de uma pessoa que está detida, que está em uma penitenciária, ou prisão provisória, pelo menos não em uma prisão física.

Mas a pessoa que tem ou não liberdade de opção, de julgamento, de escolha e de juízo, de tudo aquilo que se faz e tem um custo, a responsabilidade implícita. O maior patrimônio de cada cidadão é a liberdade, a decisão que faz sobre si mesmo, de si mesmo e por isso há um certo medo à liberdade. Uma vez que, quem livre é precisa saber que a responsabilidade do resultado das escolhas que faz é da própria pessoa que as realiza.

George Bernard Shaw, dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês, Nobel de literatura em 1925, com seu clássico “Homem e Super Homem”, dizia que; “liberdade significa responsabilidade, por isso que tanta gente tem medo dela”. Ou seja, avocar, defender, combater é ser verdadeiramente livre, assumir a responsabilidade daquilo que fala, acredita, defende e pratica, por isso a liberdade não pode ser leviana ou frágil.

Muita gente, disso tem medo, não seja um destes, assuma suas responsabilidades para que seja de fato livre.

De volta para o futuro

Se você pudesse voltar no tempo e mudar uma coisa na sua vida, você mudaria?

Já se perguntou se não são esses momentos que nos fazem? Que formam quem nós somos. Ou você acredita que somos nós que fazemos os momentos em nossas vidas?

Se mudasse, pode afirmar com certeza absoluta que essa mudança tornaria você e/ou sua vida melhor(es)?

Essa momento que pode querer tanto mudar, não acabaria acontecendo novamente mais cedo ou mais tarde? Não acabaria magoando alguém?

Escolheria mesmo um caminho totalmente diferente? Ou mudaria uma coisa apenas, um único momento talvez.

Aquele momento que você sempre quis trazer de volta porque não soube aproveitar.

É assim que a gente cresce, infelizmente.

Deus me livre!

Que Deus me livre, de gente negativa, de gente tóxica.

Dos sorrisos meia boca, da falsidade, do amor que não eleva, da paz que não reina e do que não é recíproco, de toda superficialidade.

Que não me falte forças e que Deus me contemple somente com o que for meu por direito.

Que não falte forças para lutar, determinação suficiente para não recuar.

Que continue conquistando meu espaço e que permaneça próximo somente gente de bem, de sorrisos fartos e verdadeiros, de corações generosos e excessiva humildade.

O resto, não faço questão e não sinto falta.

Minimalismo

Há alguns anos atrás por meio da empresa a qual trabalho, tive a oportunidade de participar de um dos cursos mais úteis dos quais frequentei, de “Lean”. Para quem não sabe, “Lean” é uma técnica originária da Toyota, a qual se refere a eliminação máxima de desperdício, seja por excesso de processamento, espera, super produção, defeitos e inventário.

Em determinado momento do treinamento, foi abordado aplicações, com exemplos na vida pessoal, no quarto, no guarda roupas, etc. Desde então tenho maximizado aplicações em minha vida, além da vida profissional, a partir do momento que comecei a escrever este post, comecei a imaginar novas possibilidades, mesmo depois de alguns anos aplicando, é algo constante!

Logo após o curso, lembro que a primeira vítima da minha empolgação foi uma parede com uma estante gigantesca cheia de discos em DVDs e Blu Rays. Concluí que o tempo que eu levava, no mínimo uma vez por mês, para manter limpo, livre de pó toda essa coleção, era muito tempo, tempo perdido. Por impulso, eliminei as caixas plásticas de cada filme e show, guardando apenas os discos, o que reduziu a necessidade da própria estante e de limpeza.

Porém esse meu impulso, como todos impulsos, não foi planejado, a mudança poderia ter sido ainda mais brusca e eficaz, mais otimizada, pois desde então, anos atrás, não lembro de ter assistido mais de dois discos. Em suma, poderia ter me desfeito de grande parte dos discos e suas caixas. Sim, é possível eliminar agora, mas muito mais difícil sem as devidas caixas, com elas poderia unir o  “útil ao agradável”, vendendo os filmes e shows.

Tenho um “elefante branco”, até hoje, por falta de planejamento!

Já me peguei pensando em jogar alguns no lixo, para que tenham a idéia do fardo que se tornou, ainda mais com o advento dos serviços de “streaming”.

De lá pra cá, eliminei e alterei muita coisa, tanto no quarto, guarda roupa, sala, cozinha, mesa de trabalho… Não consigo me imaginar vivendo bem com minha vida na configuração anterior, É incrível, posso olhar meu guarda roupas daqui dois meses e aparecerão mais coisas sobressalentes.

Assisti ontem, um documentário constante na Netflix, sobre Minimalismo, deixarei o “link” no final do texto, o qual amplia o âmbito do “Lean”, eleva-o para questões reflexivas como filosofia de vida.

Neste documentário, eliminar o excessivo, viver com o necessário, não significa passar necessidades, tão pouco tornar-se um monge ou ermitão, significa deixar de lado o consumo excessivo e desenfreado, poluição interna em casa, agregando assim qualidade de vida.

Rotineiramente, adquirimos coisas que não usamos, pois indiretamente essas coisas são como consolo, ou justificativa para o trabalho árduo, uma auto premiação. Espero que assistam o documentário porque não pretendo demonstrar “spoilers” por aqui, o qual se aprofunda de maneira esclarecedora nesta questão.

Viver desta forma, possibilita que se viva dando valor ao que realmente importa, amando pessoas e não coisas e materialmente, menos é mais.

Minimalism: https://www.netflix.com/title/80114460

O legado de Obama

A medida que se aproximava a despedida de Obama da Casa Branca, a mídia brasileira começava a soltar matérias sobre o legado do então presidente dos Estados Unidos, a maioria dos links que abri enalteciam qualidades um tanto quanto abstratas e que muitas vezes se resumiam em um discurso, somente.

Em um primeiro, momento me senti de certa forma alienado sobre o “legado” divulgado pela imprensa, logo fiquei tranquilo, pois conforme minha pesquisa fluía, minha percepção prévia do que foi o governo de Obama se confirmava.

Ao contrário da propaganda eleitoral de Obama, os Estados Unidos não tornou-se um país diferente.

Se há algum legado positivo a ser notado e lembrado é a pacificação e retirada de tropas americanas de países conflituosos, além da captura de Osama Bin Laden. Gerencialmente os Estados Unidos estão numa bagunça generalizada, a caramadagem com imigrantes gerou impactos que feriram grande parte da população e seu “American Dream”, com recordes de desemprego.

Há o notório rombo financeiro, estimado em US$ 19.9 trilhões, quase R$ 65 trilhões, este é o tamanho da dívida pública (“Daily History Of The Debt,” U.S. Department Of Treasury, accessado em  23/12/16).

US$ 9.2 trilhões é o aumento da dívida desde que Obama tomou posse (“Daily History Of The Debt,” U.S. Department Of Treasury, accessado em 23/12/16).

Aumento de impostos em US$ 1 trilhão, que prejudicou principalmente pequenos negócios, para que fosse custeado o “ObamaCare” em uma década (“ObamaCare: Trillion Dollar Tax Hike That Hurts Small Businesses,” U.S. House Of Representatives Committee On Ways And Means, de 31/03/2016).

A dívida pública aumentou 87% desde que Obama assumiu (“Daily History Of The Debt,” U.S. Department Of Treasury, accessado em 23/12/16).

O déficit comercial americano apenas no último ano foi de US$ 750 bilhões (U.S. Census Bureau, 27/12/16).

O crescimento anual do déficit comercial dos Estados Unidos com a China tem sido de US$ 99 bilhões desde que Obama assumiu o cargo (“Trade In Goods With China,” U.S. Census Bureau, 27/12/16).

Os salários tiveram queda média por hora de US$ 0,19 muitos acreditam que favorecido pela imigração, ou seja, mão de obra mais barata (“State Of Working America Data Library,” Economic Policy Institute, acessado em 27/12/16).

Mais de 301.000 postos de trabalhos perdidos em fábricas durante o mandato de Obama (Bureau Of Labor Statistics, acessado em 02/12/16).

Redução em 5% no número de americanos que se identificam como “classe média” (Frank Newport, “Americans’ Identification As Middle Class Edges Back Up,” Gallup, 15/12/16).

Redução do número de proprietários de casa própria em 4% desde que Obama assumiu (“State Of Working America Data Library,” Economic Policy Institute, 27/12/16).

A pequena média de crescimento do PIB na era Obama, de 2%  (Larry Light, “Obama’s 8-Year Economic Legacy: A Mixed Bag,” CBS, 23/12/16).

O impacto econômico de US$ 870.3 bilhões para execução de todas as novas regulações e regras burocráticas criadas desde que Obama assumiu a presidência (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, 27/12/16).

2.998 novas regulamentações criadas por Obama no decorrer de seus mandatos (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, acessado em 27/12/16).

Estima-se que a população gastou em torno de 583 milhões de horas preenchendo documentos apenas para contemplar novas regulamentações criadas pelo governo Obama (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, 27/12/16).

Legislações ambientais que custaram US$ 344 bilhões na era Obama (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, acessado em 27/12/16).

As medidas de “energia limpa” tiveram o custo projetado de US$ 292 bilhões (H. Sterling Burnett, “Economic Analysis of Clean Power Plan Shows High Cost, Minimal Benefits,” The Heartland Institute, 02/12/15).

Devem ser fechados 280.000 postos de trabalhos com a nova legislação ambiental (“Economic Analysis Of Proposed Stream Protection Rule,” Ramboll Environ, 15/10).

Aumento dos custos de energia que variam entre 11~14% devido a regulamentação do “Clean Power Plan” criada por Obama (H. Sterling Burnett, “Economic Analysis of Clean Power Plan Shows High Cost, Minimal Benefits,” The Heartland Institute, 02/12/15).

Aumento de impostos em US$ 377 bilhões para manutenção do ObamaCare prejudicando a então classe média (Glenn Kessler, “Does ‘Obamacare’ Have $1 Trillion In Tax Hikes, Aimed At The Middle Class,” The Washington Post, 03/12/13).

2.3 milhões de americanos que no ano que vem só terão uma única opção de seguro de saúde no ano devido o ObamaCare (Cynthia Cox And Ashley Semanskee, Preliminary Date on Insurer Exits And Entrants In 2017 Affordable Care Act Marketplaces, Kaiser Family Foundation, 28/08/16).

41 estados americanos que tiveram aumento nas “franquias” dos seguros de saúde apenas em 2016 devido o ObamaCare (Nathan Nascimento, “The Latest Problem Under The Affordable Care Act: Deductibles,” The National Review, 12/04/16).

O aumento na dívida dos estudantes via crédito estudantil desde que Obama assumiu foi de US$ 690 Bilhões (“Student Loans Owned And Securitized, Outstanding,” Federal Reserve Bank Of St. Louis, 27/12/16).

O aumento em 98% do débito estudantil desde que Obama assumiu (“Student Loans Owned And Securitized, Outstanding,” Federal Reserve Bank Of St. Louis, 27/12/16).

A média de aumento dos custos nos cursos universitários públicos desde que Obama assumiu foi de US$ 8.390 (“Trends In College Pricing 2016,” The College Board, 26/10/16).

O aumento médio dos custos para alunos de universidades públicas na Era Obama, cresceu em 98% (“Trends In College Pricing 2016,” The College Board, 26/10/16).

O aumento na média dos custos para alunos de universidades privadas na Era Obama, aumento 23% (“Trends In College Pricing 2016,” The College Board, 26/10/16).

82.288 imigrantes ilegais criminosos soltos pela administração Obama apenas de 2013 a 2015. (Maria Sacchetti, “Criminal Immigrants Reoffend At High Rates Than ICE Has Suggested,” The Boston Globe, 04/06/16).

5.000 imigrantes ilegais a menos deportados no último ano pela administração Obama. (Rafael Bernal, “Deportations Under Obama Could Hit 10-Year Low,” The Hill, 31/08/16).

Obama pagou US$ 400 milhões ao Irã para a liberação de prisioneiros desse país patrocinador do terrorismo. (Elise Labott, Nicole Gaouette and Kevin Liptak, “US Sent Plane With $400 Million In Cash To Iran,” CNN, 04/08/16).

Dois milhões: O número de empregos que os EUA devem perder por conta do acordo Trans-Pacífico patrocinado e negociado por Obama (Robert E. Scott and Elizabeth Glass, “Trans-Pacific Partnership, Currency Manipulation, Trade, And Jobs,” Economic Policy Institute, 3/3/16).

Setecentos e dezessete “Deputados Estaduais” que o Partido Democrata perdeu pelo país desde que Obama assumiu. (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; “2016 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 06/12/16).

Duzentos e trinta e um “Senadores do Estado” [Nota: nos EUA, estados também tem duas casas] que o Partido Democrata perdeu na era Obama (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; “2016 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 06/12/16).

Sessenta e três cadeiras perdidas pelo Partido Democrata na Câmara na era Obama (Jennifer E. Manning, “Membership Of The 111th Congress: A Profile,” Congressional Research Service, 12/23/09; “House Election Results,” The New York Times, 19/12/16).

Perda de dezoito Assembléias Legislativas Estaduais que o Partido Democrata passou a controlar na era Obama (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; “2016 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 06/12/16).

Doze governadores a menos do Partido Democrata desde que Obama assumiu. (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; Jennifer Duffy, “Governors: 2017/2018 Race Ratings,” The Cook Political Report, 02/12/16).

Perda de 12 senadores que o Partido Democrata tinha no Senado desde que Obama assumiu. (Jennifer E. Manning, “Membership Of The 111th Congress: A Profile,” Congressional Research Service, 12/23/09; “House Election Results,” The New York Times, 19/12/16).

Queda de 4% de americanos que possuem casa própria desde que Obama assumiu o cargo. (“State Of Working America Data Library,” Economic Policy Institute, Accessed 12/27/16)

ZERO: O número de candidatos à Presidência que foram eleitos defendendo o legado de Obama. (The American People, 8/11/16).

Talvez esses motivos justifiquem ou apenas ajudem a entender a vitória de alguém como Trump, não há cantora pop ou atriz de Hollywood que tenha sentido na pele o efeito de um desses impactos da era Obama.

Acima de tudo Obama é uma ideia, de um “mundo melhor”, não para americanos do mundo real que estão endividados e desempregados, foi a estes que Trump soube se comunicar diretamente sem sentido figurado em defesa do “sonho americano”.

Já escrevi aqui o que acho sobre Trump, agora termino o que achei sobre Obama.