Minimalismo

Há alguns anos atrás por meio da empresa a qual trabalho, tive a oportunidade de participar de um dos cursos mais úteis dos quais frequentei, de “Lean”. Para quem não sabe, “Lean” é uma técnica originária da Toyota, a qual se refere a eliminação máxima de desperdício, seja por excesso de processamento, espera, super produção, defeitos e inventário.

Em determinado momento do treinamento, foi abordado aplicações, com exemplos na vida pessoal, no quarto, no guarda roupas, etc. Desde então tenho maximizado aplicações em minha vida, além da vida profissional, a partir do momento que comecei a escrever este post, comecei a imaginar novas possibilidades, mesmo depois de alguns anos aplicando, é algo constante!

Logo após o curso, lembro que a primeira vítima da minha empolgação foi uma parede com uma estante gigantesca cheia de discos em DVDs e Blu Rays. Concluí que o tempo que eu levava, no mínimo uma vez por mês, para manter limpo, livre de pó toda essa coleção, era muito tempo, tempo perdido. Por impulso, eliminei as caixas plásticas de cada filme e show, guardando apenas os discos, o que reduziu a necessidade da própria estante e de limpeza.

Porém esse meu impulso, como todos impulsos, não foi planejado, a mudança poderia ter sido ainda mais brusca e eficaz, mais otimizada, pois desde então, anos atrás, não lembro de ter assistido mais de dois discos. Em suma, poderia ter me desfeito de grande parte dos discos e suas caixas. Sim, é possível eliminar agora, mas muito mais difícil sem as devidas caixas, com elas poderia unir o  “útil ao agradável”, vendendo os filmes e shows.

Tenho um “elefante branco”, até hoje, por falta de planejamento!

Já me peguei pensando em jogar alguns no lixo, para que tenham a idéia do fardo que se tornou, ainda mais com o advento dos serviços de “streaming”.

De lá pra cá, eliminei e alterei muita coisa, tanto no quarto, guarda roupa, sala, cozinha, mesa de trabalho… Não consigo me imaginar vivendo bem com minha vida na configuração anterior, É incrível, posso olhar meu guarda roupas daqui dois meses e aparecerão mais coisas sobressalentes.

Assisti ontem, um documentário constante na Netflix, sobre Minimalismo, deixarei o “link” no final do texto, o qual amplia o âmbito do “Lean”, eleva-o para questões reflexivas como filosofia de vida.

Neste documentário, eliminar o excessivo, viver com o necessário, não significa passar necessidades, tão pouco tornar-se um monge ou ermitão, significa deixar de lado o consumo excessivo e desenfreado, poluição interna em casa, agregando assim qualidade de vida.

Rotineiramente, adquirimos coisas que não usamos, pois indiretamente essas coisas são como consolo, ou justificativa para o trabalho árduo, uma auto premiação. Espero que assistam o documentário porque não pretendo demonstrar “spoilers” por aqui, o qual se aprofunda de maneira esclarecedora nesta questão.

Viver desta forma, possibilita que se viva dando valor ao que realmente importa, amando pessoas e não coisas e materialmente, menos é mais.

Minimalism: https://www.netflix.com/title/80114460

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